quinta-feira, 21 de março de 2013

Onde Estão as Estatísticas da Violência Doméstica Contra Homens?


A imagem acima gerou bastante repercussão nas redes sociais.

Além de dezenas de compartilhamentos, além do previsível apoio incondicional de sites machistas/masculinistas, aconteceu, naturalmente, a igualmente previsível onda de ódio que aparece toda vez que alguém comete a heresia de questionar as verdades inquestionáveis do feminismo.

 Muitas pessoas comentaram furiosas. Muitas acusações de machismo, de segregação, as tradicionais "é fácil falar sendo machinho de classe média"... repetidas vezes citaram a trágica história da Maria da Penha (a pessoa, não a lei). Repetidas vezes reafirmaram, como se já não estivesse na própria imagem, o quanto as mulheres sofrem com a violência doméstica no Brasil. Citaram a jurisprudência que permitiu a Maria da Penha (a lei, não a pessoa) ser usada para homens, como se fosse a maior novidade do mundo. No Facebook até uma imagem-resposta, que basicamente editava o último balão do diálogo, apareceu.

terça-feira, 19 de março de 2013

Distribuição de Renda no Brasil


Aconteceu então que, no último dia 15, eu resolvi traduzir esse vídeo aqui, que fala sobre o cenário da distribuição de renda nos EUA.

Entre as previsíveis discussões políticas sobre capitalismo, comunismo e outros assuntos que não pretendo abordar aqui, uma questão foi bastante válida e recorrente - como seriam dados similares no Brasil?

Felizmente, dados parecidos não são difíceis de conseguir. Na PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), o IBGE divulga dados estatísticos sobre a renda do brasileiro que, embora não seja exatamente a mesma coisa que riqueza(*), ajuda a enxergar um pouco melhor a situação por aqui.

Pegar os dados e juntar num gráfico não deu quase trabalho nenhum. Aqui está:

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Se Afogando em Justiça Divina

Havia uma piscina e uma criança. Devia ter uns quatro ou cinco anos - não a piscina, mas a criança. Como é extremamente perigoso de acontecer nessas situações, a criança estava se afogando.

Ela se debatia. Tentava nadar, mas não conseguia, tentava gritar, mas só conseguia engolir mais água. Aos poucos, suas forças iam se acabando. Seu fim estava próximo.

Do lado de fora da piscina, quatro homens, incluindo o pai da criança, assistiam à cena sem fazer nada. Eles tomavam coquetéis sentados na mesa sob um guarda-sol, e discutiam calmamente os motivos que os levavam à passividade.

-Eu até poderia interferir – disse o primeiro – mas não tenho obrigação. Veja bem, eu não tenho nada a ver com isso. Eu não empurrei a criança pra água, ela entrou por seus próprios meios. Não tenho responsabilidade nenhuma pelo que está acontecendo com ela. Porque querem que eu resolva todos os problemas do mundo?

O segundo homem foi um pouco mais condescendente:

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Big Brother, Hipocrisia e Liberdade de Expressão

Esta postagem é um comentário sobre o meu vídeo "Big Brother, Alienação". Caso você não tenha assistido, é só clicar na imagem aqui do lado pra ver, e depois continuar a leitura.

Este vídeo recebeu algumas críticas bem recorrentes principalmente sobre minha coerência e sobre liberdade de expressão, e embora eu quisesse comentá-las, achei que seria enjoativo fazer outro vídeo só pra isso. É Big Brother demais no canal pro meu gosto :)

Então vou fazê-lo aqui. Se você tiver paciência pra ler, ótimo, siga em frente.

sábado, 29 de dezembro de 2012

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Sorria! É Natal!

Sorria, é Natal!

Tempo de dar as mãos e celebrar.

Tempo de o Espírito Natalino tomar conta de nossos corações.... e de nossos bolsos!

Sorria, é Natal!

Tempo de gastar nosso 13º salário com presentes e comilança, esquecendo que o ano novo vem aí cheio de despesas para pagar.

Mas enfim.... que tem de mais entrar o ano afundando em dívidas? É Natal! Não é tempo de se preocupar com o futuro! Vamos lotar os bolsos dos comerciantes e encher o rabo de peru!

Sorria! É Natal!

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

O perigo das estatísticas


Estatísticas. Ah, as estatísticas....

Estudos indicam que elas são o meio usado em 87,3% das discussões da internet(*) e, geralmente, são aceitas como argumento válido.

Grupos interessados em promover o seu lado - seja afirmar sua superioridade ou demonstrar sua "vitimidade" - usam e abusam delas como prova do que estão tentando dizer. Desde aquele adolescente espinhento mostrando como rock te deixa mais inteligente até aquele ateu enjoado dizendo que países com maior IDH têm menos religiosos, passando pelo seu tio que acha que toda vez que ele usa aquela cueca listrada o Cruzeiro ganha o jogo, todo mundo repete o tempo todo o mau uso de dados estatísticos.

Ninguém lembra de demonstrar a relação de causa-e-efeito, ou causalidade para os íntimos. E sem ela, suas estatísticas podem ser falhas ou, no mínimo, mal interpretadas.

-Hã? Como assim? Minha vó sempre dizia que os números não mentem....

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Feliz Bububu!

Aconteceu quase 20 anos atrás, quando eu ainda era um adolescente.

Família inteira no casamento... famigerada fila pra cumprimentar os noivos.

Eu e meu irmão compulsoriamente esperando na fila... eu sem a menor ideia do que dizer. Merda, chegou a minha vez!

Eu abraço o noivo, e no meio do burburinho interminável da igreja, com uma expressão muito séria, solto meus votos:

-Luciano, bragsrth kwarquacs brobgudi bububu.

"Muito obrigado cara, muito obrigado" - ele me responde, com um aperto de mão efusivo, seguido de um abraço apertado.

Nesse dia eu percebi o verdadeiro sentido das formalidades sociais.